
Muitos democratas colaboraram para a reabertura política no Brasil durante o regime militar. Nem todos, porém, tiveram atuação tão ativa, essencial e decisiva quanto o senador Petrônio Portela, do Piauí. Nos tempos de Geisel e Figueiredo deu-se o importante movimento de restabelecimento do estado de direito no País. Nesse período, Petrônio presidiu a Arena – partido de apoio aos governos da época – e do Congresso, foi também líder no Senado e ministro da Justiça, cargo que exercia quando faleceu, em 1980.
Como foi – Junto com o general Golbery do Couto e Silva, Petrônio trabalhou na Lei de Anistia. Portela entregou-se ao papel de compatibilizar os anseios da oposição no Congresso com os interesses do regime. Era negociador hábil, mediador invejável. Nós, jornalistas que cobríamos da Presidência da República, já sabíamos que quando ele chegava ao Palácio pela porta da frente ao invés de preferir o acesso pela garagem, sabíamos que a hora era grave. Nesse dia aí, Petrônio queria ser entrevistado para deixar claro que estava em andamento a elaboração da Emenda 11, aquela que pôs fim ao AI-5, ato que permitia aos presidentes interferir na Constituição, cassar mandato de parlamentares, e até fechar o Legislativo. Orlando Brito.
Como foi – Junto com o general Golbery do Couto e Silva, Petrônio trabalhou na Lei de Anistia. Portela entregou-se ao papel de compatibilizar os anseios da oposição no Congresso com os interesses do regime. Era negociador hábil, mediador invejável. Nós, jornalistas que cobríamos da Presidência da República, já sabíamos que quando ele chegava ao Palácio pela porta da frente ao invés de preferir o acesso pela garagem, sabíamos que a hora era grave. Nesse dia aí, Petrônio queria ser entrevistado para deixar claro que estava em andamento a elaboração da Emenda 11, aquela que pôs fim ao AI-5, ato que permitia aos presidentes interferir na Constituição, cassar mandato de parlamentares, e até fechar o Legislativo. Orlando Brito.
(Fonte: Jornalista Claudio Humberto)