segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Piauiense paga o pato pela herança maldita do pessimo governo de W. Dias


Wilsão enfrenta crise política e econômica
A dita estação das flores trouxe mais alguns espinhos para o governador Wilson Martins. Com a campanha das eleições municipais deflagrada prematuramente, a tendência é que estes espinhos se multipliquem pelo seu caminho, à medida que a disputa eleitoral vá se aproximando.Quem acompanha a carreira política do governador há mais tempo, afirma que os problemas enfrentados até o momento, pelo menos quanto à convivência com a base aliada, não o abalam. Na semana passada, embora não tenha falado propriamente em nome do partido, o deputado Cícero Magalhães (PT) mexeu com as estruturas do blocão de sustentação do Governo.
Coincidência ou não, as críticas do deputado Cícero Magalhães (PT) procedem, principalmente se se levar em consideração que as reclamações dos secretários do governador Wilson Martins, desde o começo do seu governo, são relacionadas com as pastas que eram ocupadas por petistas: Fazenda, Administração, Saúde e Educação. Ou alguém pode negar, por exemplo, que os secretários Silvano Alencar, Paulo Ivan, Lilian Martins e Átila Lira não enfrentaram - e ainda enfrentam - sérios problemas para administrar suas pastas, agravados pela "herança maldita" que receberam? Por outro lado, há um ano todas estas pastas já vinham sendo de responsabilidade do "Governo Wilson". Claro que depois de 7 anos nas mãos do PT.
Antes da "crise política" aparentemente contornada, Wilson Martins já enfrentava os problemas da "crise econômica" - essa não acaba nunca e só fica pior. Agora, com o não pagamento das contas e ameaçado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o governador enfrenta problemas para conseguir liberar o empréstimo que poderia ser a salvação da sua "lavoura de espinhos".
Não bastasse, anuncia-se a greve dos fazendários. Há, ainda, cobranças sistemáticas por parte do Poder Judiciário, que quer mais recursos e alega que o governo não vem cumprindo acordos financeiros. Na verdade, se pararmos para analisar, veremos que neste seu primeiro ano de governo Wilson Martins não lidou com flores, nem fora da estação e muito menos na "primavera".

Por Zozimo Tavares